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Startups lançam aplicativo para monitorar riscos de infecção por coronavírus no Brasil

A partir de um questionário detalhado, plataforma vai gerar mapas de calor sobre risco do covid-19

25/03/2020 06h41
Por: Leonardo Brum
Fonte: Época Negócios
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Pessoas caminham com máscaras em São Paulo em meio à epidemia de coronavírus (Foto: Guilherme Gandolfi/Fotos Públicas)
Pessoas caminham com máscaras em São Paulo em meio à epidemia de coronavírus (Foto: Guilherme Gandolfi/Fotos Públicas)

As startups Colab e Epitrack lançaram no último sábado (21/03) um aplicativo capaz de monitorar os riscos de infecção por coronavírus no país. A partir de um detalhado questionário, que deve ser respondido pelos usuários, a plataforma de cidadania e a healthtech esperam gerar mapas de calor que mostrem os riscos de infecção por covid-19 no país. Todos os dados gerados na plataforma serão compartilhados gratuitamente com gestores públicos e pesquisadores.

Chamada de Brasil Sem Corona, a plataforma fornece dois tipos de indicadores: a estimativa em tempo real de casos de coronavírus por território e uma previsão do que pode acontecer em até sete dias em determinada região. Para responder o questionário, é necessário baixar o aplicativo Colab, já disponível para smartphones Android e iOS.

Com base nesses dados coletados pelo aplicativo da Colab, a Epitrack usa algoritmos para cruzar as informações e buscar padrões. Por exemplo, um grupo de pessoas com sintomas semelhantes, no mesmo território ao mesmo tempo, pode indicar uma possível aglomeração de casos ou até mesmo o início de um surto do novo coronavírus.

“Não queremos substituir o sistema de vigilância de saúde, mas, sim, complementá-lo”, diz Onicio Leal, cofundador da Epitrack. Segundo o empresário, o mesmo modelo foi adotado pela startup brasileira durante o surto de influenza nos Estados Unidos. “Na época, a Epitrack conseguiu modelos de predição de até duas semanas”, diz.

Desde o lançamento do Brasil Sem Corona, o aplicativo já colheu dados de aproximadamente três mil usuários. A expectativa é atingir, no mínimo, a base de 300 mil pessoas e 200 prefeituras. “Agora, é divulgar o máximo possível”, afirma Onicio. Prefeituras, Secretarias de Saúde e pesquisadores interessados nos dados colhidos e analisados pelo Brasil Sem Corona devem fazer a solicitação pelo site.