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Argentina é atingida por segunda nuvem de gafanhotos; produtores entram em alerta

"Essa segunda nuvem está em uma área de criação de gado, onde não há muitos plantios", disse à Reuters um coordenador do Senasa, Hector Medina.

22/07/2020 06h53
Por: Leonardo Brum
Fonte: Reuters
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A Argentina está sendo atingida por uma segunda nuvem de gafanhotos proveniente do vizinho Paraguai, disse nesta terça-feira o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar local (Senasa), deixando agricultores do país atentos a possíveis danos às safras.

A nuvem está concentrada na província de Formosa, nordeste da Argentina, na fronteira com o Paraguai. A área não faz parte do principal cinturão de grãos dos Pampas, mas pode haver danos às safras caso as baixas temperaturas do inverno não impeçam que os gafanhotos sigam avançando rumo ao sul.

"Essa segunda nuvem está em uma área de criação de gado, onde não há muitos plantios", disse à Reuters um coordenador do Senasa, Hector Medina.

A primeira nuvem, que chegou à Argentina em maio através do Paraguai, se concentrou na província de Entre Ríos, mais próxima da principal área agrícola do país, mas não causou danos significativos às culturas.

"A nuvem detectada em Formosa avançou na direção sul", disse o Senasa em comunicado. "O vento permitiu que ela se movesse rapidamente, devendo se aproximar de Rio Bermejo nesta terça-feira . O alerta foi ampliado para a província de Chaco."

Autoridades agrícolas argentinas estão em contato com seus pares paraguaios e brasileiros para monitorar a situação, segundo o Senasa.

"Se você avistar gafanhotos, avise o Senasa. Quanto mais informações tivermos, melhor preparados estaremos", acrescentou o comunicado.

Há um mês, Argentina e Brasil afirmaram que monitoravam o movimento do que era uma nuvem de 15 quilômetros quadrados de gafanhotos. Os países estão entre os maiores exportadores de soja do mundo.

Nesta segunda-feira, o governo brasileiro informou que seguia atento aos deslocamentos da nuvem e, até aquele momento, os insetos iam em direção ao Uruguai, ao invés do Brasil, disse a pasta.