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Empreendedorismo

De modelo a empreendedora: Fiorella Mattheis fala sobre sua empresa de moda circular

Fiorella revela que a veia de empreendedora estava com ela desde que decidiu seguir a carreira de modelo

23/07/2020 07h03
Por: Leonardo Brum
Fonte: Forbes
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Fiorella revela que a veia de empreendedora estava com ela desde que decidiu seguir a carreira de modelo
Fiorella revela que a veia de empreendedora estava com ela desde que decidiu seguir a carreira de modelo

 

De modelo internacional a apresentadora do programa “Rolé”, do canal a cabo Sportv, a atriz de novela e série de humor, a estudante de jornalismo, a empreendedora e fundadora da empresa de moda circular Gringa. A dona desta ocupada carreira é Fiorella Mattheis. Segundo ela, o medo é a última coisa que tem em mente em um novo projeto. “Na minha vida, as coisas vão me levando. Sempre tenho um objetivo na cabeça, mas eu adoro agarrar novas oportunidades, e fazerem delas minha vida”, contou em conversa ao vivo com o CEO e Publisher da Forbes, Antonio Camarotti, no canal da revista no Instagram.

Fiorella revela que a veia de empreendedora estava com ela desde que decidiu seguir a carreira de modelo, quando, com apenas 14 anos, deixou a tranquila casa dos pais em Petrópolis (RJ), para se aventurar sozinha em São Paulo. “Vi uma oportunidade de escrever minha própria história ali, por inspiração própria.”

A Gringa era um projeto que começou no final de 2018. Depois de uma viagem à Califórnia, quando teve boa experiência como usuária na The RealReal (uma das maiores empresas de moda circular nos Estados Unidos), Fiorella ficou espantada em saber que não havia nada parecido aqui no Brasil. “Vender coisas que você não usa mais e comprar coisas usadas com mais poder de barganha e uma boa curadoria, não tinha nada disso aqui –eu preciso disso”, falou, entusiasmada.

Assim, começou a analisar a situação de como seria abrir uma empresa similar no Brasil. Para que o negócio não se tornasse um plano B, Fiorella completa que foi necessário aprender mais. “Gosto de fazer as coisas de corpo e alma e me entregar 100% às coisas que estou fazendo. Estava pronta para me preparar e me empreitar nessa batalha” –e também encontrar uma equipe com pessoas que pudessem entender e complementar a visão da Gringa.

A abertura do escritório da startup foi em 9 de março, oito dias antes de ser decretada a primeira quarentena em São Paulo. “Todo mundo foi pra casa meio que sem entender o que estava acontecendo, mas eu sabia que tinha uma equipe muito comprometida. Não tínhamos nem CNPJ ou contas de banco, achamos que ia ser impossível.” O lançamento, porém, teve sucesso mesmo com a pandemia, em que a moda circular acabou se firmando como tendência.

Os últimos meses, conta ela, foram voltados a transformar a recém-lançada Gringa em uma empresa adequada, com uma plataforma boa e com um branding bem pensado. Fiorella conta que, neste tempo, a equipe também transformou o site em uma plataforma de leilão, para poder chamar audiência no lançamento e arrecadar fundos para ajudar famílias na pandemia.

“Nosso lema é ‘we handle all the process’ [nós lidamos com todo o processo]. Há três maneiras de se conectar com a gente, a nossa rede social, o Whatsapp (chamado Concierge Gringa, com essa ideia do faz tudo) e o site, 24 horas por dia.” A empreendedora conta que a empresa prioriza a experiência do consumidor, que não precisa mais, por exemplo, se preocupar em mandar fotos perfeitas do produto como em outros brechós e-commerce. A Gringa cuida de tudo: precificação média antes de o produto ser entregue, autenticação das marcas de luxo, higienização, sessão de fotos e venda, em que o cliente pode escolher ficar com créditos no site para uma compra ou receber o dinheiro.

“A Gringa tem como principal objetivo fomentar a economia circular. Mas também educar e mostrar possibilidades pras pessoas e reeducar os amantes da moda. Não há nada vergonhoso em usar algo usado”, Fiorella acrescenta. A empreendedora também reforça a mudança na indústria da moda que está passando por um processo de ressignificar o consumo (a moda atualmente é uma das indústrias mais poluente do mundo), e que a sustentabilidade já é embutida no processo de sua plataforma (que vende e compra sem produzir) e também com o uso de papéis recicláveis e com a promessa de se plantar mais árvores com isso.