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C-Circuit: Luciana Nabarrete é a primeira mulher a assumir a diretoria administrativa da ENGIE Brasil Energia & Muito Mais

Luciana Nabarrete assume como diretora administrativa da ENGIE Brasil Energia

11/11/2020 07h04
Por: Leonardo Brum
Fonte: Forbes
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Luciana Nabarrete assume como diretora administrativa da ENGIE Brasil Energia
Luciana Nabarrete assume como diretora administrativa da ENGIE Brasil Energia

 

A coluna quinzenal da Forbes com as movimentações dos executivos no Brasil e no mundo destaca novidades no QuintoAndar que seguem as tendências registradas na startup e noticiadas na última edição. A plataforma imobiliária digital que tem mais de R$ 30 bilhões de ativos sob gestão anunciou Denis Caldeira como novo vice-presidente de vendas e clientes para dar continuidade à estratégia de contratar talentos de nível global, capazes de acelerar o ritmo de introdução de produtos e serviços no mercado.

O investimento no campo da digitalização e consumo atingiu também a OLX Brasil, que concluiu a aquisição total do Grupo ZAP e anunciou mudanças em sua estrutura organizacional. A empresa, que com a nova companhia soma 14 milhões de anúncios de imóveis, é liderada pelo CEO Andries Oudshoorn e terá duas unidades de negócios. Uma delas será a OLX, que, sob a gestão de Lucas Vargas, vai continuar operando como plataforma horizontal com as categorias de Autos, Imóveis, Bens de Consumo, Empregos e Serviços, além da OLX Pay. A segunda unidade de negócios, batizada de ZAP+, terá como líder Marcos Leite e será totalmente focada em imóveis. Um primeiro passo será a integração das forças de vendas para ativos imobiliários, que ficará sob a gestão do ZAP+ e comercializará todos os produtos de imóveis das diferentes marcas do grupo.

As movimentações dos últimos 15 dias contemplaram, ainda, várias diretorias. A Webmotors, portal de negócios e de soluções para o segmento automotivo, anunciou a contratação do engenheiro Eduardo Campos na diretoria comercial e do analista de sistemas Daniel Polistchuck na diretoria de tecnologia. Entre os desafios dos executivos estão o aprofundamento do varejo online automotivo e o desenvolvimento de tecnologias que favoreçam a jornada segura de compra e venda de veículos, tanto para os vendedores como para os compradores.

Também no segmento automotivo, a Mercedes-Benz realizou duas contratações. Desde o início do mês, a companhia conta com um novo CEO no Brasil, o executivo Jefferson Ferrarez, no lugar de Holger Marquardt, que deixou o país para ocupar a posição de CEO e head de operações de marketing na Mercedes-Benz Portugal.

Os bancos também foram alvo de mudanças no organograma. O executivo Fabricio Angelin é o novo head do Banco Sofisa Direto, enquanto Ivan Gontijo assume a presidência do Bradesco Seguros e Flávia Barros é a nova diretora de marketing do Banco BS2.

Outros movimentos revelaram que o mercado latinoamericano continua no radar das companhias globais. A plataforma de encontros Inner Circle nomeou Masha Kodden como diretora administrativa para liderar o crescimento internacional. A ONU anunciou Miguel Setas, presidente da EDP Brasil, como novo CEO porta-voz do Pacto Global. Enquanto isso, a Vertiv, fornecedora global de soluções de infraestrutura crítica e continuidade, anunciou a nomeação de Rafael Garrido para o cargo de vice-presidente para a América Latina, responsável por dirigir as operações de vendas e de serviços e pelo desenvolvimento de negócios na região.

Nesta edição, a Forbes conversou com a Luciana Nabarrete, a primeira mulher a ocupar um cargo na diretoria da ENGIE Brasil Energia. A executiva atuava como gerente de tecnologia da informação e digitalização na empresa, onde ingressou em 2005. Após dois anos na gerência, Luciana assumiu o lugar de Júlio César Lunardi que, depois de cinco anos na função, foi destacado para liderar uma equipe de um projeto que busca a melhor alternativa para o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda. Segundo Eduardo Sattamini, diretor-presidente e de relações com investidores da ENGIE Brasil Energia, Luciana vinha sendo preparada para assumir posições-chave na companhia. “Estamos seguros de que sua adaptação às novas funções será natural e bem recebida pelos nossos colaboradores e pelo mercado”.

Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista com Luciana Nabarrete:

Forbes Brasil: A ENGIE Brasil Energia reportou um primeiro semestre positivo e com pouco impacto da pandemia do novo coronavírus. Como você analisa o atual momento que a empresa está e quais são os planos a serem traçados nesse momento de expansão no mercado?

Luciana Nabarrete: A ENGIE Brasil Energia vive um momento de colheita dos investimentos feitos no passado e da diversificação de seus negócios. Por conta disso, mesmo em um período de crise, conseguiu registrar resultados financeiros expressivos e prosseguir com seus planos de expansão. A companhia tem três grandes projetos em andamento: duas linhas de transmissão de energia (Gralha Azul, no Paraná, e Novo Estado, no Pará e Tocantins) e um parque eólico (Campo Largo 2, na Bahia). São projetos importantes para o desenvolvimento do país e que irão gerar mais de 10 mil empregos. Além dos investimentos previstos na expansão dos negócios, a empresa já investiu R$ 6,2 milhões em ações de combate aos efeitos da pandemia na sociedade, e continua com os investimentos em responsabilidade social.

FB: Há muita competitividade em relação às fontes de energia renováveis e o futuro deve trazer ainda mais novidades. Quais são suas metas e planos de inovação voltados para a sustentabilidade?

LN: A meta global da ENGIE é de ter mais de 90% do seu EBTIDA oriundos de fontes renováveis. No Brasil, possui quase 90% de sua capacidade instalada proveniente dessas fontes e com baixas emissões de GEE (gases do efeito estufa), como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e biomassa. Nossos investimentos seguem essa diretriz e são pautados por uma grande preocupação em assegurar o cumprimento das melhores práticas de ESG.

Em termos de sustentabilidade, reforçamos o nosso compromisso com os stakeholders através da continuidade e aprimoramento dos programas ambientais e de responsabilidade social, que ocorrem em todas as localidades onde atuamos. Nos programas ambientais, podemos destacar a produção de mais de 700 mil mudas de espécies nativas em nossos hortos, o monitoramento e a conservação de um perímetro de cerca de 7,2 mil km em nossos reservatórios, o monitoramento da avifauna nas usinas eólicas e projetos de pesquisa em armazenamento de energia através de baterias. Em termos de responsabilidade social, ressalto o projeto de apoio às culturas locais através dos Centros de Cultura e Sustentabilidade – com mais de R$ 20 milhões investidos, mais de 500 mil visitantes em seis unidades em funcionamento e duas unidades em construção. Além disso, cito o projeto “Mulheres do Nosso Bairro”, lançado em setembro, que consiste em uma rede de iniciativas para dar apoio e geração de renda para as mulheres. Com investimento de R$ 1,5 milhão e atuação em cerca de 100 cidades, o projeto prevê impactar 20 mil mulheres de todo o país e tem o objetivo de proporcionar resiliência, empoderamento feminino e promoção de igualdade durante e pós-pandemia da Covid-19.

FB: Qual é o seu principal objetivo como diretora administrativa e como a primeira mulher a ocupar esse cargo na ENGIE Brasil?

LN: Ao longo da minha carreira sempre procurei atividades que me permitissem agregar valor à empresa e, ao mesmo tempo, que me oferecessem desafios, aprendizado e me permitissem contribuir para o desenvolvimento das pessoas. Essa nova posição reúne todas essas características e me permitirá contribuir ainda mais para o crescimento da empresa, consolidando a ENGIE como uma referência nacional na transição para uma economia de baixo carbono, na produção de energia por meio de fontes sustentáveis e cumpridora das melhoras práticas ESG (ambiental, social e governança).

Ser a primeira mulher na diretoria da empresa tem um efeito imediato de ampliação do horizonte para todas as mulheres da companhia e representa a aplicação prática do conceito de diversidade e igualdade de gênero baseado na meritocracia. Sinto-me honrada por estar nessa função, e tenho certeza que serei a primeira de várias mulheres, visto que a empresa está comprometida em incentivar a promoção da igualdade de gênero através de iniciativas como o Programa de Aceleração de Carreira das Mulheres, que conta com um limite mínimo de uma mulher no short list final de processos seletivos e o compromisso de ter, até 2030, 50% dos cargos de liderança ocupados por mulheres.