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Unicórnios Flywire e AvidXchange planejam abrir capital em 2021

Mike Massaro, CEO da Flywire, diz que os SPACs são bons para empresas que desejam abrir o capital rapidamente

13/11/2020 07h15
Por: Leonardo Brum
Fonte: Forbes
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Mike Massaro, CEO da Flywire, diz que os SPACs são bons para empresas que desejam abrir o capital rapidamente
Mike Massaro, CEO da Flywire, diz que os SPACs são bons para empresas que desejam abrir o capital rapidamente

 

Com mais pessoas e empresas fazendo transações online durante a pandemia, têm aumentado os lucros das fintechs. Além da abertura de capital de Robinhood, Affirm e Marqeta, esperados em 2021, mais dois unicórnios estão planejando ir a público, de acordo com contatos internos. A AvidXchange, de pagamentos online, e a Flywire, startup que ajuda empresas a receber pagamentos digitais em moedas estrangeiras, estão planejando seus IPOs.

A AvidXchange, cofundada em 2000 pelo empreendedor Michael Praeger, atende empresas de médio porte, como a corretora de imóveis americana Douglas Elliman, e as ajuda a economizar tempo acelerando faturas online. “O ano passado foi nosso sétimo ano consecutivo de crescimento médio de 40%”, disse Praeger à Forbes em maio deste ano. Um mês depois, a receita anualizada da empresa chegou a de cerca de US$ 200 milhões, com mais de 6.000 clientes.

Um dos concorrentes da AvidXchange é a Bill.com, empresa de capital público em Palo Alto, Califórnia, que permite que pequenas empresas paguem suas contas online. As ações da Bill dispararam 150% neste ano –os investidores hoje as avaliam em US$ 7,6 bilhões. Josh Beck, analista de pesquisa de ações da KeyBanc Capital Markets, empresa de pesquisa de mercado, projeta que a Bill trará US$ 215 milhões em receitas no próximo ano, o que significa que investidores acreditam que a empresa vai valer 35 vezes a sua receita prospectiva. Se a AvidXchange se tornasse pública com fortes margens de lucro e recebesse a mesma recepção calorosa, poderia ser avaliada de forma semelhante à Bill.com. A Avid levantou US$ 1,2 bilhão em financiamentos até agora e foi avaliada pela última vez em US$ 1,65 bilhão, de acordo com a PitchBook. A empresa não quis se pronunciar para a reportagem.

A Flywire foi fundada em 2009 pelo empresário espanhol Iker Marcaide e o ex-executivo de vendas Mike Massaro, que assumiu o cargo de CEO em 2013. Seu software permite que universidades, hospitais e empresas recebam pagamentos em 150 moedas de países diferentes. Os clientes incluem a Cornell University, os hotéis Hilton e a fabricante de transportes pessoais Segway. A Flywire processa mais de US$ 10 bilhões em pagamentos anualmente e ultrapassará US$ 100 milhões em receita este ano, diz Massaro. A empresa tem crescido entre 40% e 60% ao ano nos últimos anos.

O empresário fala que “não pode confirmar nenhum plano” de abrir o capital, mas acrescenta: “Ou você acaba construindo uma empresas onde elas acabam nas mãos de um comprador estratégico, ou você tem abre o capital. Essas duas trajetórias são prioridade para nós”.

Massaro não disse se a Flywire planeja buscar um IPO tradicional ou uma Spac, em que investidores levantam dinheiro, abrem capital de uma empresa com cheque em branco e depois adquirem uma companhia privada, uma porta dos fundos para um IPO. Ele acha que os SPACs são particularmente bons para empresas que desejam abrir o capital rapidamente e que temem que o mercado mude. “Para nós, não acreditamos que você possa controlar o mercado”, diz ele. “Nossa crença é que coisas boas acontecerão de uma forma ou de outra.”

As opiniões sobre Spacs são mistas entre as fintechs. Os capitalistas de risco de grandes fintechs diriam que as melhores empresas considerariam apenas IPOs tradicionais e listagens diretas, não Spacs. Matt Harris, sócio da Bain Capital Ventures, grande empresa de investimentos financeiros, acha que essas opiniões estão mudando: “Nos últimos seis meses essas fintechs começaram a mudar a opinião sobre os benefícios dos Spacs”, diz ele. “No passado, era muito mais caro fazer uma Spac do que um IPO tradicional. Agora, estão se tornando mais acessíveis.”