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Banco Pan: Forte concessão de crédito apoiou o 4º tri, segundo Safra

Para o Safra, o banco encerrou 2020 “muito bem”, enfrentando bem as adversidades, apesar dos graves efeitos da pandemia que pesaram sobre os balanços dos bancos, devido ao perfil defensivo de sua carteira de crédito.

11/02/2021 06h57
Por: Leonardo Brum
Fonte: Investing
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Os números sólidos relatados no quarto trimestre pelo Banco Pan foram apoiados, sobretudo, pela forte concessão de crédito, na análise do Safra. O banco recomenda Compra para a ação, com preço-alvo de R$ 12.

A ação fechou as negociações desta quarta-feira (10) em queda de 2,67%, a R$ 12,75, na mesma direção do Ibovespa, que caía 0,87%, aos 118.435 pontos. Ao longo do dia, o papel registrou mínima de R$ 12,56 e máxima de R$ 13,07, com R$ 58,79 milhões em volume negociado.

Para o Safra, o banco encerrou 2020 “muito bem”, enfrentando bem as adversidades, apesar dos graves efeitos da pandemia que pesaram sobre os balanços dos bancos, devido ao perfil defensivo de sua carteira de crédito.

O resultado financeiro, entretanto, ficou abaixo das expectativas do Safra. O lucro líquido foi de R$ 171 milhões, alta de 2% em relação ao mesmo período de 2019 e de 0,5% contra o terceiro trimestre de 2020.

O Safra apontou ainda que a digitalização dos processos iniciada pelo banco já começou a dar resultados, principalmente na originação de crédito.

Para 2021, o Safra espera que a margem financeira do Banco Pan mantenha o crescimento robusto em 2021.

Os principais pontos positivos do Pan, segundo o Safra, são a carteira de empréstimos de rápido crescimento; a oportunidade de crescimento no público alvo de clientes de média e baixa renda; as maiores produtividade e escala que a plataforma digital deve trazer; a posição de capital mais forte, que deve melhorar a lucratividade; a redução do alto custo de captação para depósitos a prazo; e o canal de distribuição asset light.

Os maiores riscos para a empresa, por outro lado, são uma interrupção no relacionamento com correspondentes bancários; alterações regulatórias; e a concorrência de bancos de médio porte no segmento de empréstimos consignados.