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Condições globais favorecem emergentes, diz BTG; confira as escolhas no Brasil

Ainda que os riscos tenham aumentado ao redor do mundo, com diferentes variáveis do coronavírus se espalhando, a aceleração na vacinação, as baixas taxas de juros e estímulos adicionais nos EUA devem manter o apetite ao risco elevado e favorecer os mercados emergentes.

25/03/2021 06h35
Por: Leonardo Brum
Fonte: Investing
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As condições globais devem favorecer os mercados emergentes, inclusive a América Latina, e o Brasil deve ter desempenho superior aos pares da região, segundo o BTG Pactual. Em relatório distribuído na segunda-feira (22), o banco classificou o país como overweight e divulgou suas ações preferidas.

Ainda que os riscos tenham aumentado ao redor do mundo, com diferentes variáveis do coronavírus se espalhando, a aceleração na vacinação, as baixas taxas de juros e estímulos adicionais nos EUA devem manter o apetite ao risco elevado e favorecer os mercados emergentes.

Nesse cenário, apesar das condições macroeconômicas e políticas desafiadoras, o BTG classifica o Brasil como overweight na região, com a expectativa de que a campanha de vacinação ganhe força, a pressão por mais gastos públicos diminua, a agenda do governo no Congresso avance e as taxas de juros mais altas ofereçam suporte ao real.

Outro componente do cenário brasileiro apontado pelo banco é a volta da preocupação com a inflação, que começou a ser combatida pelo Banco Central em um processo de normalização das taxas de curto prazo. A projeção do BTG é que a Selic chegue a 4,5% ao fim do ano.

Na frente política, o banco reconhece que o governo parece ter o apoio do Congresso, mas chama a atenção para o retorno de Lula à arena política, aumentando os temores pré-eleição. Um ponto positivo, na visão do BTG, é a aprovação de um novo pacote de auxílio emergencial, em tamanho limitado e compensado pela aprovação de emendas que dão ao setor público novas ferramentas para manter os gastos em ordem.

Assim, as ações do país correspondem a 65% do portfólio de ações latino-americanas do banco, que é formado pelas brasileiras Totvs (SA:TOTS3), Rede D’Or (SA:RDOR3), Suzano (SA:SUZB3), B3 (SA:B3SA3), Vale (SA:VALE3), Petrobras (SA:PETR4), pela peruana IFS (LM:IFS), pelas mexicanas Fibra PL (MX:FPLUS16), Walmex (MX:WALMEX) e Cemex (MX:CEMEXCPO) e pelo braço chileno do Santander (SA:SANB11) (SN:BSANTANDER).

A carteira brasileira recomendada do banco para março, por sua vez, mantém a exposição a nomes que se beneficiam diretamente do crescimento da economia global, levando em consideração os riscos locais e a expectativa de recuperação ao redor do mundo.

Em relação a fevereiro, Lojas Americanas e B3 tomam o lugar de Itaú (SA:ITUB4) e Aliansce Sonae (SA:ALSO3). Assim, a carteira é composta de Petrobras, Vale, Suzano, Cyrela (SA:CYRE3), Oi (SA:OIBR3), Totvs, Rede D’Or, PagSeguro (SA:PAGS34), Lojas Americanas (SA:LAME4) e B3.