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Ação da Oi deve valorizar em todos os cenários, diz BTG

O BTG recomenda Compra para o papel, com preço-alvo de R$ 3,10 no cenário base.

23/04/2021 06h52
Por: Leonardo Brum
Fonte: Investing
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Em relatório distribuído nesta quinta-feira (22), após o recente anúncio da proposta do fundo de investimento em infraestrutura do BTG Pactual para adquirir a InfraCo, braço de infraestrutura da Oi, o banco analisa três possíveis cenários para as ações da Oi. Em todos eles há grande potencial de valorização.

O BTG recomenda Compra para o papel, com preço-alvo de R$ 3,10 no cenário base. A ação terminou as negociações desta quinta-feira (22) em alta de 3,03%, a R$ 1,70, na contramão do Ibovespa, que fechou em queda de 0,57%, aos 119.371 pontos. Desde a abertura, a máxima registrada foi de R$ 1,76 e a mínima, de R$ 1,67, com R$ 187,28 milhões em volume negociado.

Em primeiro lugar, o banco aponta que a InfraCo pode tem um potencial de valorização relevante de seu preço mínimo. No anúncio dos termos da proposta do fundo para adquirir a InfraCo, foi revelado que o valor proposto foi de R$ 20 bilhões.

Também como parte do acordo, a Globenet, operação de cabos submarinos controlada pelo fundo de infraestrutura do BTG, que já tem um contrato de longo prazo com a Oi, será fundida com a InfraCo.

Além disso, o BTG aponta a relevância da ClientCo, que deve valer entre R$ 6 e R$ 9 bilhões, na estimativa do banco. A companhia irá combinar crescimento de fibra em domicílio, B2B e uma decrescente operação de cobre. Ainda que a receita combinada possa não crescer muito por causa deste último negócio, o Ebitda deve aumentar conforme o negócio de fibra, de maior margem, ganha participação.

Em relação à dívida da empresa, que terminou 2020 em R$ 21,8 bilhões, a expectativa do banco é que, com R$ 28,5 bilhões levantados com a venda de ativos, a Oi irá terminar 2021 com caixa líquido de R$ 3,4 bilhões. Considerando a dívida da Anatel, o caixa cai para R$ 1,7 bilhão.

O upside esperado pelo BTG é grande de todos os ângulos: usando premissas pessimistas, o banco vê 44% de upside para a ação, com preço-alvo de R$ 2,40. No cenário base, por sua vez, o upside seria de 86%, enquanto com premissas mais otimistas a ação poderia mais do que dobrar, para R$ 3,80.