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Inflação

Milho bate máxima de 8 anos em Chicago em meio a temores com oferta global

Um rali acentuado no mercado elevou os custos para os produtores de etanol de milho e para a indústria de carnes, que consome o grão como ração animal.

06/05/2021 07h03
Por: Leonardo Brum
Fonte: Reuters
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© Reuters. Lavoura de milho em Pergamino, Argentina 27/04/2021 REUTERS/Agustin Marcarian
© Reuters. Lavoura de milho em Pergamino, Argentina 27/04/2021 REUTERS/Agustin Marcarian

 

Os contratos futuros do milho negociados em Chicago atingiram o maior preço em mais de oito anos nesta quarta-feira, com preocupações com as ofertas globais e a firme demanda continuando a alimentar fortes ganhos.

Um rali acentuado no mercado elevou os custos para os produtores de etanol de milho e para a indústria de carnes, que consome o grão como ração animal.

O contrato dezembro, que representa a safra que será colhida no outono dos Estados Unidos, registrou os maiores ganhos.

O mercado está em uma "missão para capturar mais acres", usando o preço mais alto para atrair produtores a aumentar o plantio de milho, afirmou Rich Feltes, diretor de insights de mercado da corretora RJ O'Brien.

O contrato mais ativo do milho fechou em alta de 11,75 centavos de dólar, a 7,0850 dólares por bushel. Mais cedo, atingiu 7,12 dólares, o maior preço desde março de 2013.

O milho para dezembro avançou 24,25 centavos, a 6,0475 dólares por bushel, e cravou uma máxima contratual de 6,0650 dólares.

O trigo apurou alta de 17,75 centavos, a 7,4450 dólares por bushel, impulsionado pelos ganhos do milho.

O contrato mais ativo da soja avançou 4 centavos, para 15,4225 dólares/bushel. A soja para novembro, que representa a safra a ser colhida no outono norte-americano, disparou 19,50 centavos, a 13,8275 dólares por bushel.

(Reportagem de Tom Polansek em Chicago, Sybille de la Hamaide em Paris e Naveen Thukral em Cingapura)