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Cripto

Bitcoin já pode ser usado como reserva de valor, dizem analistas

Está ficando caro não ter nada na carteira. É uma exposição a uma tecnologia, que tem um potencial enorme”, diz Ulrich.

10/06/2021 07h03
Por: Leonardo Brum
Fonte: Investing
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É uma visão “míope” falar que o Bitcoin não tem utilidade por não poder ser usado como moeda corrente, já que a volatilidade não impede que ele seja um ativo de investimentos e reserva de valor, disseram Sérgio Sergole, sócio da Hashdex, e Fernando Ulrich, sócio da Liberta Investimentos, nesta quarta-feira (9), em evento ao vivo transmitido pela XP Investimentos.

Segundo os analistas, um dos grandes atrativos do Bitcoin é ajudar a fomentar a diversificação da carteira de ativos, o que tem ficado cada vez mais interessante dado os possíveis retornos e o desenvolvimento de mais segurança em torno da criptomoeda.

“Está ficando caro não ter nada na carteira. É uma exposição a uma tecnologia, que tem um potencial enorme”, diz Ulrich. Ele ponderou, no entanto, que o ativo não deve ser encarado como um “bilhete de loteria”, que trará dividendos milagrosos, mas como um modelo disruptivo que serve como investimento.

Ele exemplifica que, na época em que a internet começou a surgir, era difícil ter uma exposição a um pedaço dessa nova tecnologia que começava a se desenvolver. Os investidores eram restritos às empresas que utilizavam desse serviço, como a Amazon (NASDAQ:AMZN) (SA:AMZO34) ou Apple (NASDAQ:AAPL) (SA:AAPL34).

No caso do Bitcoin, defende, o investidor consegue ter uma fração da própria tecnologia em si, em vez de se tornar sócio de companhias que usam a inovação como alavanca para os próprios negócios.

Experimentos e reserva de valor

Na mesma linha, Sergole, da Hashdex, defende que o Bitcoin deve ser visto como um experimento, que pode trazer um sistema de liquidação melhor do que o que temos hoje.

“No momento em que o desdém migrar para a curiosidade, a adoção do Bitcoin aumenta”, diz, apontando que a criptomoeda é um desafiante de peso para o ouro como reserva de valor.

“Nas previsões de um horizonte mais longo, antes de termos mais países, além de El Salvador, aprovando como moeda corrente, é mais provável que algum banco central pense em trocar uma parcela que se tem em ouro por Bitcoin”, comenta.

Nesta quarta-feira (9), o congresso de El Salvador aprovou uma lei para adotar o Bitcoin como uma das moedas legais do país, ao lado do dólar.