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Coffee

Café arábica recua na ICE após máxima de quase 7 anos diante de geadas no Brasil

O café robusta para novembro fechou em queda de 35 dólares, ou 1,8%, em 1.940 dólares a tonelada.

28/07/2021 06h51
Por: Leonardo Brum
Fonte: Reuters
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© Reuters. Colheita de café arábica em Pangalengan, Indonésia 09/05/2018 REUTERS/Darren Whiteside
© Reuters. Colheita de café arábica em Pangalengan, Indonésia 09/05/2018 REUTERS/Darren Whiteside

 

Os contratos futuros do café arábica negociados na ICE fecharam em queda nesta terça-feira, depois de atingirem altas de quase sete anos na sessão anterior, enquanto participantes do mercado se esforçavam para avaliar os danos à safra causados ​​pelas geadas da semana passada no maior produtor, o Brasil.

As previsões de uma nova frente fria para esta semana mantiveram o mercado nervoso, mas os players deram um passo para trás por enquanto, após ganhos de cerca de 30% desde segunda-feira da última semana.

CAFÉ

* O café arábica para setembro fechou em queda de 6,05 centavos de dólar, ou 2,9%, em 2,0175 dólares por libra-peso​​, tendo fechado com um ganho de 9,9% na segunda-feira, após atingir pico de 2,1520 dólares, a máxima desde outubro de 2014.

* Estima-se que as fortes geadas registradas nas regiões agrícolas do Brasil na semana passada tenham atingido 11% da área total de café arábica, reduzindo o potencial de produção para a próxima safra.

* Os operadores afirmaram que, embora alguns relatórios estejam lançando dúvidas sobre a intensidade da frente fria que se aproxima nesta semana, mais frio, mesmo sem geadas, é ruim para os cafezais, uma vez que já estão danificados.

* Também existem preocupações com as previsões de chuvas leves nos próximos dias, pois se forem seguidas de geadas, as raízes congelariam, matando completamente as árvores.

* O café robusta para novembro fechou em queda de 35 dólares, ou 1,8%, em 1.940 dólares a tonelada.

AÇÚCAR

* O açúcar bruto para outubro fechou em queda de ​0,07 centavo de dólar, ou 0,4%, em 18,35 centavos de dólar por libra-peso​​, depois de ter atingido a máxima desde o fim de fevereiro em 18,73 dólares.

* Os operadores disseram que o mercado de açúcar despertou para o potencial de novos danos causados ​​por geadas nas áreas de cultivo de cana-de-açúcar no Brasil, que também é um grande produtor de açúcar.

* As geadas representam uma ameaça menor à produção de açúcar do Brasil, razão pela qual o mercado não reagiu tanto quanto com o café na semana passada, embora os preços do adoçante tenham subido mais de 9% desde segunda-feira da última semana.

* O Brasil produziu 2,94 milhões de toneladas de açúcar na primeira quinzena de julho, 2,8% a menos no comparativo anual, afirmou a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) nesta terça-feira, acrescentando que ainda não há clareza sobre os impactos das geadas.

* Açúcar branco para outubro ​​​fechou em queda de 1,70 dólar, ou 0,4%, em 454,70 dólares a tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Maytaal Angel)