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Economia

Escassez de materiais ameaça atividade econômica no 2º semestre, diz BofA

“Os dados de agosto reforçam nossa visão de que a atividade econômica está se acomodando em relação a níveis vistos em abril e maio, quando nosso monitor estava acima de 7,6 pontos”, diz o relatório, que aponta que a leitura de agosto foi a menor desde julho de 2020.

10/09/2021 06h44
Por: Leonardo Brum
Fonte: Investing
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A escassez de matéria-prima, provável causa da queda nas vendas de veículos em agosto, é um dos principais riscos para a atividade econômica do segundo semestre, na análise do Bank of America.

Em relatório publicado nesta quinta-feira (9), o banco aponta que a queda nas vendas de veículos contribuiu negativamente para seu monitor da atividade econômica do Brasil, que declinou em agosto para 0,34 ponto, contra 1,26 ponto em julho.

“Os dados de agosto reforçam nossa visão de que a atividade econômica está se acomodando em relação a níveis vistos em abril e maio, quando nosso monitor estava acima de 7,6 pontos”, diz o relatório, que aponta que a leitura de agosto foi a menor desde julho de 2020. 

A tendência, então, sugere uma moderação no crescimento no terceiro trimestre, segundo o BofA. Apesar disso, o banco continua a projetar o PIB deste ano em 5,2%, e o de 2022 em 2,1%. “Esperamos que a recuperação perca um pouco de ritmo à frente devido a ruídos políticos, alta nos preços de matéria prima, escassez de materiais e baixos níveis de reservatórios de água”, afirma o banco.

O PIB poderia registrar crescimento acima do previsto caso os serviços se recuperem com mais força do que o esperado.

O fato de todos os componentes de seu monitor terem apresentado em declínio, segundo o Bank of America, reforçam a visão de que a atividade deve acomodar no terceiro trimestre. A base monetária M1, que corresponde à soma de dinheiro da economia e depósitos bancários à vista, seguiu liderando os componentes do índice, mas a 0,32 pontos, menor nível desde junho de 2020.

A queda, segundo o banco, deve-se ao declínio gradual dos estímulos do governo, com a redução do auxílio emergencial.

A confiança dos empresários também caiu, para 0,11 ponto, contra 0,21 em julho. A confiança do consumidor seguiu uma tendência parecida, ficando em 0,01 em agosto, ante 0,04 no mês anterior.

As vendas de veículos, como mencionado, registraram forte queda para -0,10 ponto em agosto, de 0,22 ponto em julho, em sua primeira contribuição negativa para o monitor desde fevereiro de 2021.