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Houve conversa informal no governo sobre privatização da Petrobras, diz Guedes

Ele voltou a mencionar a ideia de levar a estatal para o segmento do Novo Mercado na bolsa, argumentando que isso faria os papéis da empresa sofrerem valorização.

12/11/2021 06h30
Por: Leonardo Brum
Fonte: Reuters
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© Reuters. Logo da Petrobras na refinaria Alberto Pasqualini em Canoas, RS 25/10/2021 REUTERS/Diego Vara
© Reuters. Logo da Petrobras na refinaria Alberto Pasqualini em Canoas, RS 25/10/2021 REUTERS/Diego Vara

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira que houve conversa informal no governo sobre a privatização da Petrobras, citando ideia de as ações da petroleira detidas pelo BNDES irem para um fundo de erradicação da pobreza.

"Um banco de desenvolvimento carregando ação da Petrobras, isso é só para engordar carteira e nós pagarmos uma boa taxa de administração para quem está trabalhando no banco público", disse o ministro, ao participar da conferência Itaú Macro Vision, organizada pelo Itaú Unibanco.

Ele voltou a mencionar a ideia de levar a estatal para o segmento do Novo Mercado na bolsa, argumentando que isso faria os papéis da empresa sofrerem valorização.

"Bota um fundo de erradicação da pobreza que já existe e está lá, bota umas ações da Petrobras aí dentro, que o BNDES tem, por exemplo. Diz que você vai para o Novo Mercado, você cria em três, quatro semanas 150 bilhões (de reais) de riqueza nova que não existia simplesmente pela arbitragem de sair de gestão pública para a gestão privada", afirmou.

"Na hora que você fizer um movimento como esse, você criou valor", defendeu.

Na véspera, o presidente Jair Bolsonaro voltou a falar sobre a privatização da Petrobras, chamando a petroleira de "monstrengo" que, segundo ele, trabalha para que seus acionistas não tenham prejuízos.

Mais cedo neste mês, a Petrobras informou que o Ministério da Economia havia encaminhado comunicação à empresa afirmando que não havia estudos para a privatização da empresa, após Bolsonaro ter feito diversas declarações sobre o tema.

(Por Marcela Ayres e Victor Borges)