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Coluna Encruzilhada

Desemprego estrutural

Uma realidade com que teremos de conviver

Coluna Encruzilhada

Coluna EncruzilhadaColuna Encruzilhada escrita por: Roberto Azambuja Santos - Empreendedor, Engenheiro Químico(UFRGS)/ MBA Gestão Empresarial(FGV)

05/09/2019 12h28Atualizado há 7 meses
Por:
Fonte: Roberto Azambuja Santos
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   Debitamos a extrema situação de desemprego vivida no Brasil à crise econômica e (des)governos presentes e passados. Com esta explicação, retomada a atividade econômica, os postos de trabalham reapareceriam. Seria esta uma verdade absoluta?

   Em termos.

   Além dos motivos acima citados, todos reais e relevantes, enfrentamos uma modificação da realidade dos negócios. Agravam esta nova realidade problemas estruturais associados a impactante mudança tecnológica, com a automação alterando a necessidade de gente (horas/homem) para diversas tarefas, alternando importância dos segmentos econômicos (mais serviços, menos agricultura/indústria), fim de algumas exigências legais e criação de outras.

   Uma parte importante do custo da crise econômica tem sido bancada pelos empresários (em especial os pequenos e médios). Trabalhadores demitidos, depois de longa peregrinação, que não conseguiam se recolocar, viram na Justiça do Trabalho uma possibilidade de eventual auxílio a sobrevivência, na base da farinha pouca, meu pirão primeiro. Motivos justos e outros nem tanto, onde vale até a alegação de dano moral para aumentar o bolo. Algumas mudanças recentes refrearam as ações despropositadas, mas isto já vem tarde. Muitos pequenos empresários tiveram que se desfazer de patrimônio para indenizar ex-funcionários. Isto contando aqueles empresários que ainda possuíam alguma coisa. Agora, empregadores estão ressabiados e a geração de empregos será muito prejudicada por conta disto. Sem um marco legal que dê alguma proteção ao patrimônio do empresário bem-intencionado, a abertura de vagas ficará restrita a menos do mínimo absoluta e estritamente necessário à execução do trabalho, sem preocupação em excedente que permita cobrir folgas, férias ou outro tipo de afastamento. Além disto, priorizando familiares (desemprego entre jovens é ainda pior do que a média) em detrimento de terceiros.

   Mudanças tecnológicas têm impactado bastante também. Disseminação do E-commerce substituiu a necessidade de lojas físicas, que usualmente demandam investimentos e geram custos permanentes de pessoal, segurança e infraestrutura. O mesmo vale para o chamado home-office e o onipresente celular que tornam o profissional (e o serviço ou mercadoria associados) acessível sem necessidade de deslocamento físico a algum local próprio.

   Enfim, a tendência é a cada vez crescente dificuldade de reabsorção dos trabalhadores ao mercado de trabalho. Poucas vagas em um mundo que vive permanente transformação exigirão muito mais, e a conversão do trabalhador em empresário pode colaborar para a solução. Neste sentido, urge qualificar o trabalhador para o empreendedorismo. #Startups são o novo presente. 

 

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